Intercâmbio na África do Sul

Um intercâmbio feito pelo Rotary Club, onde o único objetivo da associação com relação aos seus intercambistas é: Trocar experiências, conhecer pessoas e culturas novas! Aos 18 anos, o Giovanni embarcou em uma nova aventura para a África do Sul por 8 meses e cumpriu com a sua parte do combinado, confira como foi essa troca e o que ele aprendeu por lá.

Por: Giovanni Scaravelli

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A experiência de viver fora do Brasil sempre foi um sonho para mim, mesmo entendendo todas as dificuldades de deixar, por oito meses, o lugar no qual nasci e fui criado a vida toda, a família que sempre me deu apoio e muito amor e ainda uma namorada que não queria de jeito nenhum que eu a deixasse.

A minha oportunidade veio com uma vaga de intercâmbio para África do Sul no início de 2014, que aceitei e me joguei de cabeça na ideia sem pensar duas vezes, arrumei tudo que precisava para a minha viagem e minha vida no novo país e lá fui eu.

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Eu admito que estaria mentindo se dissesse que, com 18 anos (minha idade quando fiz o intercâmbio), já havia pensado em morar na África do Sul, mas sempre soube que qualquer lugar poderia me reservar experiências incríveis e inesquecíveis, o que felizmente foi meu caso nesse país que hoje amo e defendo contra esteriótipos errôneos.

Como todos que encaram uma oportunidade como essa, tive algumas dificuldades nos primeiros dias, “sozinho” em um outro país, sem aquele carinho todo daqueles que conhecia e conviviam comigo. Mas sem dúvida a maior dificuldade e a melhor experiência que tive foi me acostumar com tantas culturas diferentes, mesmo numa cidade de pouco mais de 11 mil habitantes que era Scottburgh, onde eu vivia diariamente com pessoas de diferentes etnias, religiões, línguas e até nacionalidades.

Se essa troca de experiências já não fosse maravilhoso para mim, ainda tive a oportunidade de sair mais de uma vez com os outros intercambistas do meu estado de Kwazulu-Natal. Outros momentos sensacionais que, combinado com as lindas paisagens sul-africanas, só podia obviamente me deixar mais feliz e ansioso para desbravar o resto do mundo.

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Todos que passam por uma experiência de intercâmbio muito provavelmente vão se deparar com situações como essa, mas na África do Sul é diferente, um país em que até mesmo nas menores cidades podemos nos deparar com as mais diversas formas de ver e interpretar o mundo em que vivemos.

Sou suspeito para falar do povo de lá, fui muito bem aceito desde o primeiro dia em que pisei naquele país, fiz muitas amizades e quase todos na escola me conheciam, mesmo que eu não os conhecesse tão bem assim, e isso foi um fator determinante para que eu me aprofundasse de vez na mistura de culturas que antes era um obstáculo para mim. Após a superação desta barreira, comecei a perceber como era lindo ver um país que, há mais de 20 anos reconstrói a ideia de união e convivem juntos mesmo com suas diferenças (que não são pequenas).

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A língua não foi um problema muito grande para mim, já que antes mesmo de eu viajar  já tinha uma boa base do inglês, faltava apenas superar a vergonha e o medo de errar. Mesmo com esses pequenos problemas ainda sim foi fácil dar a volta por cima, pois os sul-africanos sempre me encorajaram e raramente riam quando eu cometia um erro. Cheguei a certo ponto que ouvia de várias pessoas que eu estava falando inglês melhor do que alguns nativos, o que não é impossível em um país com 13 idiomas oficiais, e inglês não é a primeira língua de ninguém.

Depois de um ou dois meses já pude notar a imensa diferença que morar fora do Brasil estava me proporcionando, não só no quesito língua inglesa, mas também sobre tudo que eu conhecia em mim. Eu claramente estava ganhando mais responsabilidade, e com certeza estava começando a passar por experiências antes inimagináveis para mim.

Desde um cruzeiro internacional para a Ilha Portuguesa (Moçambique) à coisas como caminhadas por montanhas, visitas à cavernas e até o clássico safári africano e o contato direto com os animais , não consigo colocar em palavras cada segundo de diversão e aprendizagem que obtive ao longo do tempo nesse país que adotei como minha segunda casa.

Mesmo quando eu não estava viajando pelo país eu passava por novas experiências todos os dias, fosse algo totalmente novo como ver um macaco entrado na sua casa para roubar algumas fatias de pão (o que me aconteceu mais de uma vez), ou fosse algo comum de forma diferente, como nadar um pouco no gelado e lindo Oceano Índico que banhava  a cidade de Scottburgh.

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Foi fácil voltar para o Brasil? Sim, mas isso significa que foi fácil deixar a África do Sul?  Bom, isso com certeza não, obviamente eu estava com saudades da minha família, mas sabia que não voltaria tão rapidamente para aquele país, onde fiz amizades fantásticas e fui tratado muito bem pelas famílias onde fiquei. Ainda hoje mando mensagens para as famílias e amigos de outros países que conheci durante um dos melhores anos da minha vida, 2014.

Percebo também que seria impossível contar tudo que passei durante este ano sem escrever um livro de no mínimo umas 300 páginas, mas um conselho que preciso deixar para quem tiver a oportunidade de ir para a África do Sul é, VÁ! Você amar como eu amei.

 

 

 

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