Desbrave a cidade de Nice por terra e mar – O que fazer um dia na maior cidade da Costa Azul

O dia começou cedo, sob a vélo bleu iriamos desbravar a cidade de Nice. Embora seja a maior cidade da Riviera Francesa, Nice conserva uma atmosfera de cidade pequena.

O ar puro e ainda fresco das primeiras horas do dia batia no rosto conforme eu pedalava pela Av. Prom des Anglais, eu não tinha pressa, era apenas meu marido, eu e a nossa vontade de explorar mais uma cidade da  Cotê d’Azur.

Vélo Blue é a tradicional bicicleta de Nice que os turistas e locais podem alugar para se locomover
Vélo Blue – Nice

Cabelos ao vento, eu sob a minha magrela, só conseguia admirar o mar. O tão famoso e desejado: mar mediterrâneo. Bem alí na minha frente. Na psicologia das cores, dizem que o azul tem o poder de acalmar e relaxar as pessoas, era exatamente isso que a cor do mar estava fazendo comigo.

Parei a bicicleta e dediquei um tempinho para namorar a paisagem, mas uns beijinhos no marido também foram bem-vindos. 😉

Era o momento de explorar a cidade caminhado, estacionamos a nossa vélo e partimos para a Promenade du Paillon.

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Promenade du Paillon, o parque urbano de Nice
Promenade du Paillon – Nice – Cotê d’Azur

Ainda com uma atmosfera relaxante, saímos da paisagem azul do do mar direto para o verde, a parte mais arborizado da cidade. Um parque urbano, com jardins suspensos, o local é conhecido como: Uma viagem botânica por todos os continentes. A Promenade convida a uma viagem sem jetlag, com promessas de árvores floridas a cada temporada. Legal né?

O espelho d’água localizado ao centro do jardim, duplica a beleza do espaço. Se não era a beleza da natureza, era a beleza da alegria e da inocência das crianças. Brincando com os jatos d’água que subiam de tempos em tempos para molhar e divertir a todos.

Em questão de segundos, aquela água toda se transformou em uma verdadeira obra de arte. Os prédios antigos, as árvores e até mesmo o céu azul estavam refletidos no chão, como uma grande tela do Louvre.

Promenade du Paillon, o parque urbano de Nice
Promenade du Paillon – Nice – Cotê d’Azur

Mais alguns segundos e a cena se desconfigurou.

Os 128 jatos d’água começaram a subir em perfeita sincronia, como uma apresentação de balé, que foi admirado e aclamado por todos.

Promenade du Paillon, o parque urbano de Nice
Promenade du Paillon – Nice – Cotê d’Azur

Saíram de cena e logo voltaram para o palco, para mais um “chorinho”, dessa vez as dançarinas iam entrando para se apresentar pouco a pouco, se atiravam de um lado do palco, daqui a pouco do outro lado e assim, em grupo, os jatos foram brincando de esconde – esconde com o público.

Não demorou muito para nós, turistas, correr para o palco e brincar na esperança de passar no meio d’água e se refrescar um pouquinho…

Conseguimos o que queríamos! Pelo menos meu marido e eu. =D

Molhados seguimos então para a Vieux Nice, a área medieval do centro antigo da cidade.

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As coloridas casa do bairro antigo de Nice - Vieux Nice
Bairro antigo de Nice – Cotê d’Azur

Entre um beco e o outro os aromas de Provence nos guiavam até chegar a feira.

Chegamos.

Ervas, legumes e verduras eram os que brilhavam na parte antiga da cidade. Embora os prédios, becos e igrejas chamassem atenção, as barracas da feira naquele momento cobriam quase tudo e davam espaço para o frescor dos produtos regionais.

Fui em busca de uma barraca em específico: Chez Thereza.  Provei a famosa Socca, tradicional massa de grão de bico, assada. Feita na hora,

quentinha, parecia um omelete, uma consistência um pouco quebradiça e com um sabor levemente adocicado. Curioso, mas não maravilhoso.

Socca é uma massa de grão de bico, muito tradicional de Nice
Socca – Tradicional comida de Nice

Sai de baixo das barracas das feiras, para conseguir enxergar ao seu redor. As construções abraçavam o mercado.

Não menos colorido que todas as verduras e legumes que eu já tinha visto os prédios amarelos, laranjas e até vermelhos me convenceram que eu precisava eternizar aquela cena. Não só na minha memória, mas também na minha casa. Comprei um quadro de um artista local que ilustrou muito bem tudo aquilo.

Ao cruzar as arcadas que emolduram a praça do mercado, avançamos a um dos pontos mais altos da cidade. O Castelo (que não é um castelo), subimos até o topo e de lá observamos o porque a costa azul ganha tanta fama.

Vista do Castelo de Nice para o mar mediterrâneo
Vista do Castelo de Nice – Cotê d’Azur

Descemos e continuamos a caminhar ao encontro do porto da cidade.

Margeando o mar, chegamos lá.

Impossível não se impressionar com o tamanho dos barcos ancorados, impossível não fazer uma piadinha: Hummm deixei meu barco “estacionado” aqui…entre tantas outras piadas que podem surgir. =D

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Vista para o porto de Nice - Barcos e Iates atracados

A vontade de passear de barco era tanta, que resolvemos fazer um passeio. Um pouco mais simples, mas a paisagem foi exatamente a mesma. 😉

Optamos por uma pequena excursão e optamos pela Trans Cotê d’Azur.

Subimos em um barquinho tipicamente turístico, conquistamos nosso lugar ao sol e garantimos um espaço na área externa, a melhor vista.

O passeio nos levou até Cap Ferrat, Ville French Sur Mer e Nice. Me empolguei com a segunda. Um pequeno vilarejo costeiro, que provou que a paleta de cores da Cotê d’Azul vai muito além do que a cor do mar.

Vista do passeio de barco para a Ville French Sur Mer uma vila toda coloridinha
Ville French Sur Mer – Cotê d’Azur

As casas coloridos nos tons terracotas chamaram a minha atenção ao longo de todo o passeio pela região, mas aqui foi diferente, elas não estavam no meio do bairro antigo, elas estavam todas encravadas na costa, praticamente uma sob a outra, uma bagunça que dúvida qualquer mãe não olhar e se apaixonar.

Vista do passeio de barco para a Ville French Sur Mer uma vila toda coloridinha
Ville French Sur Mer – Cotê d’Azur

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As cores separava o azul, entre o mar e o céu estava lá – Ville French Sur Mer. Me deu uma vontade de caminhar pela cidadela, mas tive que me contentar com a vista do meu barquinho turístico.

Seguimos viagem para o último ponto, Nice. Avançamos além do ponto de partida, o porto da cidade, e seguimos até Av. Prom des Anglais. Exatamente onde eu tinha começado o meu dia, sob a bicicleta admirando o mar, agora eu estava sob o barco admirando a cidade.

As cores não deixam a desejar também, e o colorido da costa azul estava lá, marcando presença em mais uma cidade. Mas um prédio em específico chamou minha atenção: Hotel Negresco.

VIsta para o Hotel Negresco em Nice - o hotel mais luxuoso e tradicional da cidade
Hotel Negresco – Nice – Cotê d’Azur

O Hotel foi construído em 1913 com o objetivo de ser um hotel luxuoso, e foi. Mas, na Primeira Guerra Mundial o hotel entrou em decadência e se transformou em um hospital, passado o conflito o hotel faliu e foi vendido. Em 1957 o hotel foi todo restaurado e abriu as portas mais uma vez para um seleto grupo que tinha condições de se hospedar no local. Hoje o hotel faz parte do grupo Leading Hotels of the World (Grupo de hotéis de luxo), seu principal restaurante Le Chetecler tem duas estrelas Michelins, tem uma praia privada e em 2003 foi eleito como patrimônio nacional da França.   

Voltamos para o porto e a nossa passagem por Nice estava encerrada. Pegamos o carro e seguimos para Èze, um vilarejo deslumbrante.

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16 comments

  1. oi Maytê… sabe o que mais gosto quando estou lendo os seus textos?! É que você reinventa as cidades! Deslizar por seus textos sempre me levam aos pormenores de cada uma delas. Não, para ser sincera, eles me levam pelas cidades de um jeito que só você consegue.

    Com Nice não foi diferente! Você reinventou esta cidade e a mostrou de um jeito muito único e lindo! 🙂 bjuuuss

    1. Ana, não preciso nem falar que eu adorei seu feedback e que eu fiquei extremamente feliz né?!

      É tão difícil passar os nossos sentimentos para um texto que ao ler esse comentário só prova que o esforço vale a pena! 😉

      Muito obrigada!

  2. OI Mayte, que linda a Nice que você encontrou!
    Eu essa semana ando pensando muito nas cidades e em como cada um as entende e as vive. E penso muito nessa história de porque gostamos ou não de um determinado lugar. Acho que tudo influencia um pouco, desde nosso background e raizes até a experiência do dia ou das companhias. Mas o bom de viajar com você é que sempre descubro uma cidade poética. Você consegue extrair uma pureza bela das cidades, em seus pormenores. Dá vontade de andar de bicicleta por lá, de procurar a barraquinha na feira, de reviver esses momentos para tentar sentir essa mesma paixão que conseguimos captar pela sua narrativa. Muito bom ir pra Nice com você! Para onde vamos na próxima? 🙂

    1. Que delicia ler esse comentário. 😉 Muito obrigada! A cada nova viagem eu estou aprendendo a olhar a cidade com novos olhares, aprendendo a gostar e me encantar por cada uma delas, do jeitinho que elas são!

      Acho também que tudo isso influência, eu adicionaria mais um item: a maneira como programamos cada viagem.
      Fico feliz em saber que consegui despertar um desejo em você para conhecer Nice.

      A próxima já está no ar, acabamos de postar nossa viagem pela região dos lagos no Chile. =D

  3. Menina, adorei a forma como você escreve! Seu relato todo ficou demais! E olha, eu sabia que Nice era linda, mas não sabia que era tanto! Não vejo a hora de conseguir tirar férias ou um feriado prolongado para viajarmos para o Sul do país! 😉

  4. Já ouvi falar muitooooo de nice. E dizem que é muito lindo e que tem dos melhores preços da Rivieira Francesa. É verdade? Também gostava de saber a média dos preços das passagens. De onde vocês partiram? E com relação aos franceses da região, são simpáticos?

    1. Olá Sabrina, nós partimos de carro da cidade de Barcelona. Nice tem um aeroporto, que só recebe voos menores, se vier do Brasil provável que tenha que fazer alguma conexão. Com relação aos valores é complicado eu te dar uma ideia, pois isso vai variar muito de onde você parte e também qual é a data, adianto que verão os preços praticamente duplicam.

      Sobre a localização, como eu estava de carro eu optei por ficar mais distante e pagar mais barato na hospedagem, se essa também for a sua realidade indico pegar as cidades vizinhas de Nice, assim está relativamente próxima de todos os outros destinos. Se não estiver de carro, a cidade de Nice provavelmente é a melhor opção. Por ser maior cidade da Cotê d’Azur eles praticam os melhores valores, afinal tem mais opções de hotéis, restaurantes e também é de lá que sai todos os passeios de trem ou de ônibus para as cidades vizinhas.

      Sobre os franceses, eu amo eles! rsrs Nunca tive problemas e eles sempre me recebem muito bem! Dizem que no verão eles ficam um pouco mais irritados devido a alta demanda de turista. Mas se eu puder dar uma dica, essa seria: aprenda as palavrinhas básicas do francês (Bom dia, Boa Noite, Por favor, Tchau) introduza o bate-papo com o francês e depois fale inglês.

      Espero ter ajudado e boa viagem!

  5. Aoooo lugarzinho “mais ou menos” hein! Tá é loco! Meu sonho é ficar alguns meses nessa região do mundo! Muito lindo o post, as fotos e as dicas, já está favoritado pra quando chegar a minha vez 🙂

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