Uma viagem gastronômica por Sófia – Bulgária

Sófia

Passar dois dias e meio na cidade de Sófia nos permitiu desfrutar da boa culinária que a cidade oferece. Sem pressa, o prazer de sentar à mesa e saborear a gastronomia local, se fez presente em todas as nossas refeições.

Muito bem recepcionados, por um povo simpático e com prontidão extraordinário, não passamos perrengue com o idioma e muito menos com o alfabeto cirílico. Todos os lugares nos ofereceram menu em inglês.

Para aqueles que gostam de comer bem, aqui vai a dica: um bom jantar em Sófia sai em média  20 (o casal com vinho). É só ser feliz e sem culpa com a balança. Em viagem, tudo pode!

Sófia
Sófia

Chegamos na cidade na hora do almoço e já corremos para um restaurante. Sem saber que a maioria não fecha entre o almoço e o jantar, ficamos preocupados de perder a nossa primeira refeição em terras búlgaras.

Manastriska Magernita foi a nossa escolha. O cardápio tinha cerca de 15 páginas, o que dificultou muito a nossa decisão final.

O garçom perguntou se queríamos um pão caseiro com um tempero búlgaro enquanto decidíamos. Porque não? “Sim, por favor”.

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Manastriska Magernita – Sófia

Perguntamos sobre a Rakia (um licor produzido por destilação de frutas fermentadas). Em viagem tudo é festa, então “por favor uma tacinha para cada um”. Ele fez um comentário muito gentil, “é uma bebida bem forte”. “Ok, duas então, queremos provar.”

Idiotas, essa é a palavra certa. Porque não pedir uma dose para os dois? Podíamos pedir mais um depois, não é mesmo? Pra mim aquilo lá era uma pinga, daquelas que te deixa bêbado só com o cheiro, deixei a bebida toda lá e o garçom deve ter rido da minha cara.

Sófia
Manastriska Magernita – Sófia

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Finalmente chegamos a um acordo. O queijo de cabra com mel e nozes foi só para abrir o apetite. O pão caseiro com seu acompanhamento agridoce combinou mais do que com o tempero proposto. O tempero era algum tipo de especiaria, um pozinho feito para salpicar sobre o pão, salgado porém sem muito sabor.

Sófia
Manastriska Magernita – Sófia

Optei por uma lentilha. Curiosamente foi servida sozinha, sem acompanhamento algum. Sem nenhum tipo de carne, lá ela é feita com legumes. Cenoura e cebola que estavam tão crocantes que me fez acreditar que não haviam sido cozinhadas juntas com a lentilha por horas. No fundo um sabor refrescante, era o hortelã escondido no prato. Não precisou de acompanhamento algum, eu devorei daquele jeito que me foi servido.

Sófia
Manastriska Magernita – Sófia

Chris, carnívoro que é, optou por um cordeiro com molho de iogurte e hortelã. Chegou à mesa lindamente e todo gratinado, cresci os olhos para o prato dele. A carne daquelas que desmancha na boca e o molho refrescante te preparando para a próxima garfada sem peso na consciência, um prato leve.

Sófia
Manastriska Magernita – Sófia

Era só o começo, parecia que a gastronomia búlgara estava conquistando o nosso estômago.

Sófia é uma cidade de jovens, eles estão espalhados por todos os cantos. Por esse motivo, os bares e pubs tomam conta da cidade. Mas não se engane, se quer comer algo se atente ao horário. Por volta das 22:00, as cozinhas fecham e só servem bebidas.

Ale House, conhecido pela cerveja artesanal e sua torneira individual para cada mesa, nos chamou a atenção. Um bar de esquina, que pelas janelas só enxergamos tonéis de cerveja e a certeza de que nada nos faltaria.

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Entramos e descemos a escadaria que nos levou ao piso do bar/restaurante. O ambiente me transportou para um bar antigo, como se eu estivesse tentando me esconder de alguém. Era como se eu tivesse passado por passagens subterrâneas para chegar até lá. Mas eu não tinha nada a esconder, “garçom por favor 2 copos que estamos com sede”.

Sófia
Ale House – Sófia

Ele girou a chavinha da nossa torneira particular e só faltou dizer: “enjoy!” Não precisou nos desejar bom proveito, antes que ele virasse as costas já estávamos enchendo a primeira caneca, como uma criança brinca com os seus baldinhos na água, em um dia de verão.

Tim tim, começamos o primeiro round! A cerveja é artesanal (já disse), mas a casa não deixa de oferecer uma carta bem completa de cervejas de garrafa.

Para acompanhar o chopp, que ao meu paladar era bem leve, pedimos as salsichas búlgaras. 3 tipos diferentes, acompanhadas com 3 molhos – pimentão vermelho, iogurte e mostarda. As salsichas são tão boa quanto os famosos salsichões  alemães. Não me atrevo tentar explicar. Os molhos, comeria todos eles de colher. Ah, menos a mostarda, ficaria acordada 3 dias seguidos, ela é tão forte quanto a alemã.

Para o dia seguinte, a certeza de que conheceríamos a gastronomia local. Tínhamos agendado um tour gastronômico, justo né? Ao estilo o free walking tour. Ao invés de pontos turístico, restaurantes e a história da comida local.

Com a nossa guia, descobrimos antes mesmo de dar o primeiro passo que as influências na culinária búlgara vem de dois ingredientes: Alho e Iogurte.

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O alho chegou junto com os imperadores romanos, que comiam o alimento acreditando que ficariam mais fortes, essa é a lenda. Mas sobre o tal ingrediente, posso dizer que pouco senti ele nas minhas refeições. O tempero da comida estava impecável, mas nunca senti o sabor do alho se sobressair. Sendo assim, não se preocupe se estiver em uma viagem romântica. 😉

O iogurte búlgaro é conhecido pela sua qualidade e todos os benefícios que ele oferece para a nossa saúde. Embora muitos países vendem o iogurte búlgaro ou Kefir, como também é conhecido, a nossa guia foi bem clara ao dizer que apenas dois países oferecem esse tipo de alimento: Bulgária e Japão. Isso ocorre, porque a bactéria que transforma o leite em iogurte só existe em um país – Bulgária. Essa por sua vez está no ar desse país, as vacas e ovelhas respiram esse ar, ingerem a bactéria e tcharam – um iogurte búlgaro.

A influência é tanta, que o ingrediente é praticamente obrigatório na mesa deste povo, em todas as refeições. No café da manhã ele combina com frutas e cereais, almoço e janta ele vira molho.

Dado as introduções, partimos pra parte boa – provar!

Seguimos até o Bagri, um restaurante encantador que chamou tanta atenção que nos fez voltar lá no jantar para conferir o menu.

Sentamos e provamos uma mini porção do iogurte com pepino, sobre uma pasta de humos com jamom cozido para dar uma cor ao prato.

Sófia
Bagri – Sófia

Devo dizer que o iogurte estava maravilhoso! Consistência de maionese, porém nada de oleoso, claro. Refrescante e ao colocá-lo na boca junto com o jamom senti uma combinação perfeita. Eu que vivo na terra do jamom, já comprei 1lt de iogurte para tentar reproduzir essa maravilha.  

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Partimos para o segundo, Lavanda. Se chegar lá e dar de cara com um PUB, entre no jardim, de a volta na casa seguindo a placa – LAVANDA. Verá uma portinha lateral e lá está a entrada do restaurante.

O que nos aguardava era uma grande mesa com bolachinhas e o lavanda kiss.

Sófia
Lavanda – Sófia

As bolachinhas salgadas recebiam um toque de pimentão vermelho marinado e um queijo branco. Todos juntos formaram um ótimo petisco para comer sem parar em uma mesa de bar com os amigos.

O pimentão vermelho também é um ingrediente muito utilizado na culinária búlgara. Geralmente o alimento entra nos pratos após passar um período marinando, o que deixa o seu sabor ainda mais intenso.

Já o lavanda kiss, nada mais que um suspiro. Foi só uma maneira de nos receber bem naquele agradável ambiente.

Falando em ambiente, o restaurante conta com três espaços diferentes. Estávamos em uma sala que acomoda cerca de 8 pessoas na sua mesa compartilhada e mais umas 5 mesas pequenas. Se você curte filme preto em branco, deve fazer a sua reserva para o jantar. Após às 18:00, o ambiente recebe filmes de época que são projetados na parede para acompanhar a sua refeição, um verdadeiro cinema gourmet.

Sófia
Lavanda – Sófia

Outro ambiente é a própria cozinha. Um balcão foi montado bem em frente ao “escritório do chef” e lá você consegue acompanhar cada passo da preparação do seu prato.

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Sófia
Lavanda – Sófia

Por último, o mais romântico e dedicado para algum momento especial (se não for inverno), uma varanda que comporta apenas 2 pessoas, você e a pessoa amada com a cidade aos seus pés.

Para todos os ambientes, é necessário reserva prévia e por esse motivo não foi possível eu conhecer melhor o local. =x Fiquei apenas com as bolachinhas e o lavanda kiss. Tá valendo. 😉

Se fechamos esse restaurante com um beijinho doce, seguimos na linha da açúcar e provamos o doce tradicional das famílias búlgaras. Aquela tradição que a receita é passada de mãe pra filha, mas aqui, só se passa quando a filha se casar.

Se ela não casar ela terá que se direcionar até o Mekitsa Coffee para comer um delicioso “bolinho de chuva”. É exatamente isso que esse doce é para nós brasileiros, o Mekitsa como é conhecido é um bolinho de chuva, que no meu caso foi um bolinho de neve com a quantidade de floquinhos que caíam lá fora.

Sófia
Mekitsa Coffee – Sófia

Foi esse café que trouxe de volta uma tradição que estava adormecida, o mekitsa são bolinhos fritos e macios, pura massa coberta com açúcar de confeiteiro.  

Seguimos então para o última, que na minha opinião entrou no tour porque pagou para estar lá. Embora seja um típico restaurante búlgaro, com comida e música tradicional do país, as reviews do restaurante são as piores – restaurante caro e ruim.  

Provamos um vinho da região, agradou o meu paladar, era suave e arrisco dizer que os amantes de vinho não iriam aprovar. Ao meu vocabulário de leiga sobre o assunto, o vinho era doce.  

Depois do tour, partimos para um café. Esse não fomos com a guia, mas foi indicação dela.

Chegamos no Villa Rosice uma casa de bolos. Um lugar tão escondido, que nos deixou feliz por imaginar que não era turístico, era o aconchego dos locais.

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Olhamos a fachada da rua, uma parede amarela com um portão de madeira, lustres antigos que provavelmente já vi algo parecido na casa dos meus avôs. Na parede uma placa azul, escrito algo que eu não podia entender em uma fonte que mais uma vez me lembrou a caligrafia de vovó. Só podia ser ali, a guia avisou que era em um bequinho. Entrei.

Sófia
Villa Rosice – Sófia

Aos fundos, uma casa de dois andares com uma iluminação baixa, uma árvore cheia de pisca pisca e as cortinas que não negaram, esse ambiente é a casa de uma vovózinha querida. O cheiro indicava que além de querida era um ótima boleira. Abri a porta, a decoração e a vitrine dos bolos comprovaram todo o meu achismo.

Sófia
Villa Rosice – Sófia

Entre tantas opções apetitosas, ficamos com dois bolinhos e um bombom.

Pedimos um chá para acompanhar, o bolo de chocolate com bolacha e caramelo que estavam alinhados impecavelmente em finas camadas entre cada um dos recheios. O outro era de frutas vermelhas, que faria qualquer menina escolher ele só pela cor rosa. As frutas deixaram o bolo todo molhadinho e o seu azedinho quebrava o doce do marshmallow e do suspiro.

Sófia
Villa Rosice – Sófia

O bombom foi o checkmate final, que foi vendido como bombom de chá verde. Peguei um e pra mim aquilo tinha tudo menos chá verde. Era um bombom que parecia brigadeiro de pistache, cremoso e crocante devorei antes de cair na cama do hotel para uma siesta (coisas de espanhol).

Acordamos e antes que a cozinha do Bagri fechasse, fomos lá para conhecer o local por completo e não só pela rápida passagem com o tour gastronômico.

Sófia
Bagri – Sófia

A entrada não poderia ser diferente, uma salada com molho de iogurte. Afinal foi ele que nos fez voltar para conhecer melhor o restaurante.

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Estava apetitosa, o que é difícil para uma salada de folhas (pelo menos pra mim), mas comi e repetiria o prato. Folhas crocantes e com sabor de ter sido colhidas no dia, em qualquer horta vizinha. O molhinho tão refrescante, que embora a temperatura lá fora estivesse negativa, lá dentro estava quente pra chuchu.

Sófia
Bagri – Sófia

Os pratos principais não foram as estrelas da noite, mas também estavam longe de serem ruins. Li no cardápio: mini abóbora com creme de queijo. Eu, que adoro um fondue e sou uma ratinha (já disse isso), não pensei duas vezes e imaginei um fondue servido dentro da abóbora. Apostei nessa opção e quase acertei. A petitica veio toda recheada com um creme de queijo, embora sem pão para molhar no creme, o ovo pochê foi o grande diferencial. Deu pra se deliciar e lamber os beiços.

Sófia
Bagri – Sófia

O Chris que não é tão ratinho e é mais carnívoro, optou por uma costelinha de porco com purê de batata. Estava muito bom, mas o meu fondue de queijo na abóbora venceu!

Sófia
Bagri – Sófia

O nosso último almoço ficou por conta de um restaurante que provavelmente foi montado por uma vovó muito simpática. Acho que é algo normal por lá. Estampas de florzinhas por todos os lados, cadeiras e poltronas aconchegantes, o sofá virou cadeira.

O Shtastliveca, com um menu também de mais de 10 páginas, nos fez perder alguns minutos até chegar a conclusão final.

Finalmente, a Shopska, a salada tradicional da Bulgária. Uma espécie de salada grega para quem já foi pra Grécia. Pepino, tomate, cebola roxa, pimentão vermelho, muita salsinha e cebolinha e pra mim o mais delicioso de todos: o queijo branco. Aqui não é o queijo feta mas é um ótimo substituto.

Sófia
Shtastliveca – Sófia

Para o prato principal fui de almôndegas de carne de cordeiro com molho de iogurte e pimentão vermelho. A carne estava divina e suculenta. Os molhos eu comeria de colher também, mas intercalei cada um deles sobre as minhas deliciosas almôndegas. A cada mordida era uma alegria.

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Sófia
Shtastliveca – Sófia

O Chris ficou com pato e legumes salteados. Devo dizer que o meu mais uma vez ganhou. Não gosto de pedir um prato que está menos gostoso que o dele, quem nunca? =D

Sófia
Shtastliveca – Sófia

No restaurante da vovó comemos como se estivessemos em um almoço de domingo em família. Ao estilo slowfood, passamos boa parte da nossa tarde por lá. Enquanto lá fora a neve caia enfeitando a cidade, a gente se deliciava com uma gastronomia surpreendente.

Nosso último jantar, era meu aniversário e eu escolhi a dedo, Talents. Um restaurante onde os alunos da academia gastronômica do país fazem o seu estágio.

Um ambiente mais sofisticado do que nossas experiências anteriores, nada de casa da vovó, mas também sem frescura. Sentamos e chegou o garçom, logo descobrimos que também era um estudante e todos os estudantes passam duas semanas na cozinha e uma semana no salão. Adorei! Já fui aluna no SENAC e já vive exatamente essa experiência no Hotel Escola SENAC Águas de São Pedro (São Paulo). Me senti em casa. Cardápio diferente de todos os outros que já havíamos visto, uma única página com poucas opções. Prefiro assim, facilita a escolha.   

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Para a minha entrada não tive dúvidas risoto de abóbora. Embora ache um pouco pesado para uma entrada, nunca consigo resistir aos risotos. Ainda bem! Estava diante de um dos melhores risotos que eu comi na vida. O arroz cremoso no ponto certo. O sabor irresistível, a abóbora com o parmesão formaram uma explosão de sabor. O Chris, ficou com uma salada com pato. Mais um ponto pra mim. =D

Fomos para o prato principal, o risoto já era pesado para uma entrada então escolhi um peixe. Veio lindamente apresentado pra mim, o peixe com a pele crocante que no olhar você já conseguia imaginar e salivar com a sua textura. Um purê de espinafre, um verde tão forte que brigou com o roxo das minhas beterrabas defumadas. O Chris, mais uma vez optou pela costelinha de porco com purê, desta vez regado com molho de maçã. Preciso confessar que aqui foi uma briga boa, os dois estavam divinos.

A sobremesa pedimos igual para os dois. Para fechar essa viagem não podia ser diferente, pedimos um mousse de iogurte com couli de frutas vermelhas. Vieram acompanhados de umas torradinhas rosa.

Sófia
Talents – Sófia

Foi um jantar e tanto de comemoração e de despedida desse destino tão delicioso e barato.

12 comments

  1. Maytê… quase não consigo terminar de ler esse texto! É muita maldade para mim! Que tanta coisa boa é essa? Mal acabei de almoçar e já estou com fome só por conta dos estímulos visuais da foto e as suas descrições das iguarias servidas. Um avião para Bulgária agora!!!!!!!!!

    P.S. – Eu amo a mostarda alemã, justamente porque ela é tão forte que me faz chorar;

    P.S. 2 – adorei a ideia do walk tour gastronômico.

    P.S. 3 – uma vez, viajando de trem, um Búlgaro tentou se comunicar comigo, mas ele só batia no peito e falava Bulgária, Bulgária… Não falava uma palavra de inglês e devia estar há uns 250 anos sem tomar banho.rsrsrs

    beijuuus

  2. Nossa, que post apetitisos. Tinha muita curiosidade de visitar Sófia, depois de ler o seu post a certeza de que irei em breve. Amo lugares que tenham essa tradição gastronômica ainda mais com preço super convidativo. Amo cordeiro e esse prato está de dar água na boca. Obrigada por compartilhar a dica.

  3. Eu adoro viagens gastronômica! Nada melhor que viajar e experimentar coisas gostosas. Adorei esse post! Salvei nos meus favoritos. Depois de ler tudo isso fiquei com vontade de conhecer a cidade. =)

  4. Comer e viajar combinam bem demais! 🙂 e só delícia que vocês provaram, né? Eu confesso que babei nas tortas, mas olha… essa lentinha <3 aqui no Chile é bem comum preparar assim (mas com linguiça defumada dentro!) e é uma delícia, principalmente no friozinho 🙂

  5. ri muito no Idiotas, essa é a palavra certa. ahueahwuehauwehwauehuw eu com ctz ia devorar a lentilha e o cordeiro, na realidade gostei de quase todos os pratos q vc mostrou (otimas fotos) o dificil mesmo é como falar o nome deles hauehaue

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