Quando comecei o blog, logo pensei que gostaria de ter destinos bem diferentes para poder compartilhar com os meus leitores, fato que nem sempre conseguimos escapar dos destinos clichês, afinal são sempre os primeiros da nossa lista!

Mas tenho o objetivo de construir o blog junto com outras pessoas, afinal a era do compartilhamento está aí, certo ?

Quando eu descobri que a Marcela, uma amiga que estudou comigo iria passar a sua lua de mel na África, logo pensei: quero,preciso do depoimento dela! E ela topou de primeira \o/, confesso que não esperava nada diferente dela =D

A Marcela e o João fizeram uma viagem INCRÍVEL e que assim que eu recebi o depoimento dela eu fui buscar preço de passagens, pois queria seguir cada passo do roteiro dela, quem sabe em breve 😉

Por: Macela Feital

Sempre fomos um casal de muita vontade de viajar. Quando estávamos nos preparativos do casório, veio a dúvida que assombra todos os casais (ou boa parte deles!): para onde ir? buy cheap viagra online with prescription Queríamos algo que fosse ótimo para descansar e que fosse também uma aventura inesquecível! Tínhamos alguns critérios (bem difíceis, diga-se de passagem): tinha que ter praia, tinha que ser algum lugar inédito para os dois, tinha que ter um quêzinho fora do padrão (eu abominava a ideia de passar dias num resort na beira da praia e só).

Eu queria logo algo que combinasse relax com bateção de perna, mas como?! E o marido-to-be queria mais agradar a amada do que qualquer outra coisa! Então, dentro das zilhões de opções (que cabiam no nosso bolso! Rs…), fomos refinando os destinos e ficamos com duas opções: Grécia + Amsterdã + Paris e Ilhas Maurício + África do Sul. Quando cotamos os dois, e davam exatamente o mesmo valor, quase caí para trás. Foi então que surgiram dois fatores decisivos: uma amiga me atentou ao fato de que não seria verão na Grécia (Abril), e houve um atentado terrorista em Paris. Conclusão: o frio e os filhotes de BinLaden (in)felizmente nos ajudaram a fazer a melhor escolha da vida.

read the full info here Escolhemos passar cinco dias em Ilhas Maurício (que, pasmem, é um país!), dois dias em Hoedspruit, e quatro dias em Cape Town, ambos na África do Sul.

Ilhas Maurício não faz parte de nenhum país, elas formam uma nação, uma das mais exóticas talvez. É estranho para nós brasileiros pensarmos em atravessar um país em 2h de carro… mas é o que acontece lá. E logo quando pousamos no aeroporto ao norte da ilha, tivemos essa experiência: cruzamos o país para chegar no Tamassa, o nosso hotel, que fica no sudoeste. Depois de tantas horas de voo e aeroporto, chegamos em um dia nublado e chuvoso. Quase entrei em pânico. Mas era lua de mel e acho que Maurício sabia disso! Então, nos acomodamos, e foi tempo suficiente para mudar o cenário e ganhamos um pôr do sol incrível logo de cara. Aí já me apaixonei de vez!

Tamassa Resort - Ilhas Maurício
Tamassa Resort – Ilhas Maurício

O hotel é muito bom! Escolhemos o quarto de frente para a praia e sistema all inclusive. Mas o mais surpreendente é o povo mauriciano: uma mistura inusitada de hindus, indianos, chineses, britânicos, holandeses e franceses… uma salada mista. Os funcionários são todos do estereotipo de indianos, com a pele escura, mas com um sorriso e simpatia que são só deles.

Nós nunca tínhamos ido a um hotel all inclusive, então havia aqueles macetes típicos que, sem stress, tentamos colocar em prática: reservar a cadeira da praia com a toalha, reservar o restaurante mais top antecipadamente, etc… O quarto era confortável, toda vez que saíamos para fazer alguma coisa vinha alguém para ajeitar tudo! E a comida era gostosa, mas bem condimentada, tal como a comida asiática (do café da manhã ao jantar). Logo no primeiro dia, exagerei e passei mal… mas daí descobrimos as salvações: no almoço tinha o food truck de hambúrguer (eram uns dois ou três por vez!), e no jantar tinha o buffet kids que também ajudava! Tinha a sorveteria deliciosa na beira da piscina, e um café da tarde em um dos bares com panquecas e bolinhos quentinhos. Diferente do que escutamos falar de alguns resorts no Caribe, este não era megalomaníaco (graças ao bom Deus!), não tinha bebida para dar loucura em ninguém, e todos eram bem discretos. Talvez o único pesar tenha sido o serviço na beira da piscina, que era um pouco lento.

Mas o que ganhou nosso coração foi a Boat House, que tinha snorkels, SUP, caiaques, e tudo o que quisesse de grátis!

Lá fizemos dois únicos passeios fora da estrutura do hotel, e que valeu cada centavo e enjoo. O primeiro foi o passeio de catamarã pelo sudoeste da ilha. Tem várias opções, e a compra pode ser feita na própria Boat House (opção mais em conta, e que nós escolhemos). Optamos por um que saía cedo e voltava no meio da tarde, com churrasco no barco, e algumas paradas. Quem começou a passar mal fui eu, e depois o João veio a reboque. O bendito Dramin ajudou os coió aqui, e logo o João já estava tomando cerveja e comendo camarão… eu demorei um pouquinho e não aproveitei o banquete… mas na hora de parar para ver os peixinhos, engoli o enjoo e pensei: talvez nunca mais eu volte, preciso aproveitar! E foi sensacional! Nunca tinha mergulhado com tanto peixinho chegando pertinho! E depois paramos numa ilha mais deserta (leia-se roots), que vai de speed boat (acho que era uma lancha), e passamos uma horinha lá curtindo o mar tranquilo e azulzinho.

Ilhas Maurício
Ilhas Maurício

O segundo passeio foi para a capital do país, Port Louis. Fomos de táxi, que chamamos no próprio hotel. Como os taxistas tendem a serem simpáticos, eles vão parando em alguns pontos, deixando tirar algumas fotos, e explicando um pouco mais (como o maior templo hindu do país, que fica na estrada). O traslado é um pouco “choque de realidade” pois saímos do luxo dos resorts para ver uma sociedade simples, pobre, (des)organizada diferentemente… e ao se aproximar da cidade grande começamos a ver a globalização: Mc Donald’s, Wendys, HSBC, Coca-cola, Jipe, BMW, etc… A intenção era ir no Mercado e no Waterfront, ambos lugares encantadores. O mercado parece cenário de filme, com cheiro de coentro, gente falando, negociando, oferecendo, perguntando e negociando… Mas vale a passadinha para pechinchar lembrancinhas e ver a realidade local. E o Waterfront é um shopping de frente para o mar com lojas e restaurantes agradáveis. Nós não experimentamos nenhum, pois fomos cedo, porque queríamos voltar para o hotel e arrumar as malas da volta… mas valeu a viagem!

Ilhas Maurício
Ilhas Maurício
Ilhas Maurício
Ilhas Maurício

No dia de ir embora, novamente céu nublado, chuva e Maurício se despedia de nós e eu achava que nada superaria a ilha…

Mas depois de muuuuuuuuitas horas de voo e carro chegamos ao novo paraíso totalmente fora do esperado: o Kapama River Lodge, hotel maravilhoso que fica em um parque nacional habilitado a fazer safári. Não dava para ir a África e não fazer safári. É quase como ir a América do Norte e não comer hambúrguer! O hotel é magnífico!!!

Novamente nos deparamos com pessoas atenciosas, simpáticas, educadas, e muito luxo contrapondo com uma realidade local muito desamparada. Tínhamos um mordomo aaaand uma camareira! Ambos educadíssimos! (gente não sei lidar com isso, afinal, na vida real lavo meu próprio banheiro!!!) A experiência do safári é demais! Nunca fui muito de bicho, e achei que ia ser tipo na Disney, que você vai no carrinho, de sinto de segurança e os bichinhos parecem até de mentira… lá não. Você acorda as 5h30 da manhã, toma um café rápido (que já é delicioso), e monta no jipe. O tracker é o africano que vai sentado na frente apontando os animais. E o motorista vai guiando e falando informações interessantes sobre a natureza.

Depois, às 16h30 tem um novo passeio. A princípio achei que não ia querer ir em todos… mas é tão legal, e você talvez nunca mais volte, que você tem que ir! Sortudos, nós conseguimos ver os cinco Big Five: leão, leopardo, búfalo, elefante e rinoceronte. É arrepiante ver os animais comendo suas caças, correndo nos seus bandos, se escondendo de nós, e também vindo interagir com a gente.

Se você quer saber mais sobre Safári na África, leia o post da Michele.

Safari
Safari
Safari
Safari

Safari

Mas o mais top das galáxias foi a experiência gulodice! A comida é sensacional SEN SA CI O NAL! Café da manhã 1 e 2 (antes e depois do safári) são excelentes, que queria ter mais espaço na barriga para caber mais. Aí você vai para a piscina (que também é SEN SA CI O NAL), toma um drink, e mesmo sem fome você vai almoçar, porque sabe que a comida será SEN SA CI O NAL de novo! E o jantar, dependendo do dia que você pegar, pode ser sensacional no restaurante, mas também pode ser SEN SA CI O NAL, quando você janta ao ar livre a luz de fogueira e lamparinas penduradas nas árvores, sentada com sua turma de safári e seu tracker, e troca experiências e comidas deliciosas.

Kapama River Lodge
Kapama River Lodge

Tudo aqui vale cada centavo e cada minuto de estrada! (dica: para diminuir o tempo de estrada, opte por chegar e sair pelo aeroporto de Hoedspruit, a 15 min do hotel. Jamais escolha o Skukuza, pois este demora em média 3 horas para chegar se seu motorista resolver pegar atalho… a primeira hora é demais, porque você vê babuínos, empalas, zebras, comunidades, etc… mas depois você até pensa que tá sendo sequestrado e ninguém te avisou…)

Mais uma vez me despedi de um lugar com muita lágrima nos olhos… foi incrível! E o único pesar foi: poderíamos ter ficado mais!

Mas Cape Town nos esperava, e lá fomos nós para um destino bateção de perna! Fomos meio que sem ter nos preparado horrores, com guia, roteiro, etc… afinal, com tantas coisas de casamento para resolver nos últimos meses, esse ritual de preparação foi ficando pra trás. O que, particularmente, foi muito bom. Acordávamos e decidíamos o que íamos fazer! Saíamos perguntando referências, indicações… e apesar de talvez termos perdido algumas coisas, esse turismo mais desencanado e sem muitas metas a cumprir foi bom! Tínhamos apenas alguns pontos para ticar na lista: Table Mountain, Cabo da Boa Esperança, e passeio nas vinícolas de bike. E fomos descobrindo lá mesmo como íamos para cada um destes lugares.

Cape Town - África do Sul
Cape Town – África do Sul

A Table Mountain já começa tirando nosso fôlego (para o bem ou para o mal) com o bondinho, que é giratório!!! Isso mesmo, ele vai girando para você ter uma vista 360º sem precisar competir com os chineses que estão everywhere. Daí você chega no topo da montanha esperando que seja algo para ver, dar um giro e já acabou… mas não!

Você tem mais de 2km de caminhada se quiser explorar a montanha-mesa, e o melhor: é plano, maaaaaaas cheio de irregularidades e pedras pelo caminho. O que o deixa ainda mais lindo! Vale para tirar fotos de suspirar, vale para ouvir o silêncio (quando os china deixam), vale para sentir o vento no rosto, vale para ver a cidade, vale cada centavo, minuto, e atordoação no bondinho (João que o diga!).

Table Mountain - África do Sul
Table Mountain – África do Sul

Depois de lá fomos almoçar no Mama África, restaurante típico de lá, beeeeeem alternativo roots. A comida é muito boa, mas não experimentamos os exóticos, ficamos na carninha com batata porque o corpo já pedia comida de casa! O restô fica na rua Long Street, perfeita para garimpar várias lembrancinhas, itens de decoração, beber nos barzinhos e curtir uns restaurantes a noite. Era uma rua atrás do nosso hotel, então batemos muita perna por lá!

Nos assustamos com o ritual da venda na África do Sul: lá não tem preço em nada… você pergunta how much? e eles te retrucam com how much do you want to pay? Daí muito educada você tenta falar que era só curiosidade, ou que não sabe, e eles insistem! Até você acostumar com isso, e acertar um chute que não é nem demais e pagar de trouxa, e nem de menos e ofender o artesão, você leva um tempo… Ali perto tem a feirinha que acontece todo dia na praça Greenmarket Square e também tem ótimas tralhas para trazer! Aquelas dicas de sempre: não ande desatento com bolsa, carteira, não saque dinheiro na frente deles, evite dar bandeira de brasileiro (apesar de ser quase impossível), essas coisas!

Cape Town - África do Sul
Cape Town – África do Sul

Já o passeio do Cabo da Boa Esperança fechamos no hotel, e coincidentemente foi uma van só para nós. Fechamos o passeio mais curto, porque queríamos aproveitar a cidade… mas talvez valha a pena ficar um dia inteiro a dispor deste passeio, porque além de longo, ele é lindo. E fazer na correria tirou um pouco o brilho… O motorista vai parando ao longo da estrada, e você já vai achando tudo lindo… mas quando chega no encontro dos dois oceanos, ao contrário de um redemoinho que achei que íamos encontrar, você tem uma paisagem avassaladora… de tirar o ar…cenário de filme dos Piratas do Caribe (que estava sendo gravado lá, ficamos sabendo depois). Inexplicável a sensação que dá… você se lembra das aulas de história e geografia… e mais uma vez, lágrimas vieram aos olhos. Passaria um dia inteiro parada olhando aquilo tudo… mas tínhamos que voltar!

Cabo da Boa Esperança - Cape Town
Cabo da Boa Esperança – Cape Town
Cabo da Boa Esperança - Cape Town
Cabo da Boa Esperança – Cape Town

Quase todos os dias fomos ao Waterfront, onde tem restaurantes, pubs, bares, lojinhas, atrações, shopping, tudo de frente para o mar e rodeado pela montanha. Mas o que arrebatou nossos corações foi o pôr do sol… tirem suas próprias conclusões!

Cape Town
Cape Town

Por fim, o passeio às vinícolas no último dia… e lá fomos nós descobrir a empresa que fazia isso (Bikes’n’wine, na Loop St, rua que também é muito agradável de caminhar!), agendar o passeio, e ter a sorte novamente de sermos só nós dois e o guia! Você pode escolher as regiões que querem ir, (mas sempre líamos que a melhor era Stellenbosch) e também o nível de dificuldade: desde o mais soft (9km) até o mais hard (21km). Como eu sou uma pata na bike, e não consigo fazer nem curva direito, optamos pelo mais levinho para garantir que íamos chegar inteiros.

Logo a primeira parada é uma vinícola linda, puro luxo total. Lá você pega a bike e segue para as degustações de vinho. Você pode comprar quantos vinhos quiser, que se você não conseguir, seu guia leva para você! As vistas são SEN SA CI O NAIS (hehehe), e logo na primeira vinícola eu pensava de novo: vale cada centavo e cada dor no bumbum do banquinho da bike! Já trilili na segunda vinícola, foi difícil guiar a magrela até o final!!! Mas o único arrependimento desse passeio foi não ter almoçado por lá e ficado mais tempo nessa região… essa é uma opção, e avisem seu guia que vocês querem isso!

Cape Town - África do Sul
Cape Town – África do Sul
Cape Town - África do Sul
Cape Town – África do Sul
Cape Town - África do Sul
Cape Town – África do Sul

Uma cidade cosmopolita, que também tem suas misturas (afinal são mais de 11 línguas oficiais no país), muitas dificuldades econômicas e político-democráticas, mas novamente com pessoas muito atenciosas, que querem trabalhar muito para melhorar o país e suas condições.

E no caminho para o aeroporto, novas lágrimas, pois tudo foi surpreendente e literalmente extraordinário. Essa viagem atendeu todas as expectativas, e foi muito além. E dois conselhos que eu, no auge dos meus 3 meses de casada ouso dar para os leitores do PCP que estão organizando a lua de mel: 1) valorizem o trabalho do agente de turismo! Eles não estão a toa na vida, eles decifram e organizam suas vontades, ajustam orçamentos, e dão um background essencial antes, durante e após a viagem. E como essa não é uma viagem qualquer, e é ainda para um destino “exótico”, vale a pena não arriscar fechar tudo sozinho… 2) não temam em gastar dinheiro nesse momento, pois nunca sabemos se conseguiremos novamente gastar tanto com uma viagem, com a ajuda de família e amigos… durante os preparativos eu ouvi que a lua de mel dá a energia que o casal vai carregar para a vida, e por enquanto não tenho como negar esse dizer.

Claro que tínhamos um limite orçamentário, não somos milionários (estamos bem longe, diga-se de passagem!), mas não optamos poupar tudo o que podíamos para o começo da vida, pois queríamos ter uma aventura inesquecível, por isso investimos na viagem, e não nos arrependemos. Espero que nossa experiência possa encorajar alguns leitores a explorar esse continente tão desvalorizado, mas estonteante que é a África!

A Juliana, do blog Juny pelo Mundo, fez uma viagem incrível para África do Sul, no blog dela você encontra uma categoria recheada de dicas do destino. África do Sul, por Juny pelo Mundo.

África

6 COMENTÁRIOS

  1. Amei o post! Cheio de detalhes e super vibrante. Com certeza, um dos dias vou fazer o passeio de bike! Mas maior certeza ainda que a maior parte da minha viagem será na região vinícola! Viciada em vinho que sou!
    Parabéns pelo post! Excelente!

  2. Gente, eu j-a-m-a-i-s pensaria na Africa como destino de lua de mel. E nao é que deu super certo? A viagem parece ter sido linda, e eu fiquei louca de vontade de pegar o amor e fazer esse roteiro. Fora o passeio de bike x vinho né? Quero fazer todos pelo mundo!

  3. Posso casar de novo para fazer esse roteiro na minha lua de mel?? Eu já conheço alguma coisa da África do Sul, mas esse roteiro junto com Ilhas Maurício está perfeitíssimo para uma lua de mel! Quero muito seguir todas essas dicas e fazer igual!

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